EXCLUSIVO: Mestre Arona retorna aos ringues em setembro
Já se passaram dois anos desde a última luta de Ricardo Arona (13-5) contra Ramaeu Thierry Sokoudjou, no PRIDE 34 “Kamikaze” realizado no consagrado Saitama Super Arena, no Japão, em 08 de abril de 2007, ocasião em que foi nocauteado pelo africano a 1:59 do primeiro round do combate, resultado que chocou a maioria dos que acompanham o esporte diariamente.
Arona resolveu dar um tempo a si mesmo para reencontrar sua essência e, desde então, várias especulações acerca de seu retorno aos ringues foram espalhadas em websites de todo o mundo. O niteroiense falou em exclusividade ao Brasil Combate sobre o seu retorno, Dana White, Fedor Emelianenko e Wanderlei Silva. Segue a entrevista:
Carla Krys – Brasil Combate
Brasil Combate: Arona, você faz falta, cara, quando retornará aos ringues?
Ricardo Arona: Estou com uma luta fechada para setembro mas quero ver se consigo fechar uma luta para julho em um evento dos Estados Unidos.
Brasil Combate: Recentemente o presidente do UFC, Dana White, disse que você não é ninguém. Como você recebeu essa crítica?
Ricardo Arona: Essa crítica para mim não tem importância nenhuma porque a gente é o que faz. Já provei várias vezes que posso ser campeão e que posso ser dono de cinturão. Já fui campeão várias vezes. Essa crítica não me atinge em nada.
Brasil Combate: Fedor Emelianenko enfrentará Shinya Aoki em uma luta de grappling. Quem vence essa na sua opinião?
Ricardo Arona: Fedor, quero que o Fedor vença essa luta.
Brasil Combate: E em uma luta entre você e ele, você venceria fácil tratando-se de uma luta agarrada?
Ricardo Arona: Não sei se seria fácil, até porque não existe atleta fácil. Mas eu teria uma grande vantagem no grappling e no submission. Sou bastante otimista nessa luta.
Brasil Combate: Você foi um dos expectadores que esperava por mais agressividade na luta entre Anderson Silva e Thales Leites?
Ricardo Arona: Lógico. Eu, como muitos, esperava que os dois fossem com o intuito de vencer logo a luta com mais gana. Esperava muito mais daquela luta.
Brasil Combate: Ricardo, agora que acabou a hostilidade entre você e Wanderlei Silva, você aceitaria treinar com ele nos Estados Unidos visto que várias feras do Jiu Jitsu tem treinado lá?
Ricardo Arona: Não, eu até já ouvi essa pergunta antes mas a resposta é não. Fico até honrado por ele ter pedido desculpa e ter feito esse convite, mas não é o que me interessa agora. Não quero treinar com ele agora, não.
O mais importante quando eu voltar a lutar é todo mundo estar torcendo por mim porque eu luto por mim e por todos os lutadores brasileiros. Vocês me ajudam mandando muita energia boa para que eu volte com tudo para os ringues.
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