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Edição #2 Brasil Combate Magazine

Brasil Combate

Editorial: MAR 2018

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Editorial: MAR 2018

Graduações forjadas no dinheiro e na influência.

A arte suave navega na filosofia da técnica e marca na alma do praticante o controle, o autoconhecimento e o equilíbrio. Ela imprime um selo de qualidade na conduta do homem e faz dele um modelo social de retidão. Claro, tudo sob a perspectiva do mestre.

A questão dos atalhos, ao propor a quebra de regras a partir da imposição de sentimentos mesquinhos na busca por faixas e graduações, demonstra que a leveza da arte precisa despertar a indignação dos velhos mestres ao apontar novos caminhos.

Parodiando o eterno exemplo, que foi o mestre Hélio Gracie, “se a faixa não for conquistada em cima do tatame com sacrifício, aplicação e lágrimas” ela se torna um reles pedaço de pano, que só serve para limpar vidraças. Esse conjunto, quando bem aplicado, deixa a pele cascuda ao preparar o corpo para o próximo desafio.

Afinal, fraudar métodos com objetivos pessoais, sem se dar ao cuidado de aplicar os princípios mais basilares dessa arte secular, pode comprometer a respeitabilidade que envolve mestres e alunos.

Ao destruir o conceito de convivência à procura de vantagens, perde-se a essência que alimenta, prepara e molda a conduta dos adeptos do jiu jitsu. Assim, no contraponto da suavidade da arte, fica a rigidez de propósitos que caminham na linha oposta à da arte, dando peso à leveza, que deveria ser regra.

Faz-se urgente a intervenção dos verdadeiros mestres, autoridades no assunto para reescrever, com sangue, novas convenções que mudem a realidade do oportunismo. Sem dúvida, de alguma forma, a conta vai chegar para os CHARLATÃES, que pensam em burlar as regras dessa cultura viva, porém em transformação.

Nada, nada poderá esconder a vergonha que, em dia e hora estabelecidos, desfilará a humilhação alheia em tatame aberto.
Nesse dia serão eviscerados o suor jamais derramado, a técnica nunca apreendida, a ausência do equilíbrio só vivenciado no tatame, sem malandragem. Quem chorou ali um dia, esteja certo, sabe.

Boa leitura e boa reflexão. Oss.

Wesley Moura – editor@brasilcombate.com.br

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